A Profilia permite aplicar o teste do animal totem a uma turma inteira, gratuitamente e sem registo, nem para o professor nem para os alunos. Abre uma sessão com um clique, projeta o código QR no quadro e cada aluno descobre o seu totem entre doze a partir do aparelho que a escola autoriza: telemóvel, tablet ou computador da sala de informática. Vê a grelha dos animais presentes na turma a construir-se em direto. O primeiro nome é facultativo, a grelha só aparece a partir de 3 participantes e tudo é eliminado ao fim de 30 dias.
É uma atividade leve para o início do ano ou para um tempo de direção de turma: ninguém tem conta para criar, e a revelação dos animais faz falar por si mesma.
Como funciona
1. Abre a sessão antes da aula. Um clique na página do teste, sem qualquer formulário. Chega diretamente ao ecrã da sessão, com a ligação e o código QR para projetar. Não é preciso criar conta, nem para si nem para os alunos, e não tem de pedir o email a ninguém.
2. Os alunos respondem em conjunto. Projete o código QR ou escreva a ligação no quadro, ou coloque-a na plataforma digital da turma. Para que todos comecem ao mesmo tempo, assinale «Sessão em direto» ao criar a sessão: os alunos esperam numa sala de espera e o professor inicia o teste quando a turma estiver pronta. Sem esta opção, a sessão fica aberta de imediato e cada um pode responder ao seu ritmo, na aula ou em casa.
3. Revela a grelha. Preenche-se sozinha. Projete-a no momento em que decidir abrir a discussão.
O que cada aluno recebe
Cada aluno faz o teste do animal totem por inteiro, exatamente como se o fizesse sozinho, e chega à mesma página de resultado completa: a descrição detalhada do seu perfil, sem conta para criar e sem endereço de email para deixar. Pode descarregar uma versão em PDF, gerada no próprio navegador (nada é enviado nem guardado), ou guardar a imagem do seu resultado.
Vê depois a distribuição coletiva da turma, sem nenhum nome, com a grelha dos animais presentes e perguntas para lançar a discussão. O primeiro nome, se o tiver indicado, só é visível para o professor.
O que o professor tem para a restituição
- A grelha da turma, que se atualiza sozinha e se projeta tal como está.
- Até quatro perguntas para lançar a discussão, escolhidas de acordo com a composição real do grupo: um animal maioritário, dois animais empatados, um animal pouco representado, um animal ausente da sala.
- A lista «primeiro nome e perfil», visível só para si, para os alunos que indicaram um primeiro nome (os outros aparecem como «Anónimo»).
- Uma impressão da grelha em PDF a partir do navegador, sem os primeiros nomes, com a data.
- Um relatório para imprimir, reservado ao anfitrião da sessão, ou seja, a si: a distribuição, algumas frases que leem a composição do grupo como hipóteses a debater, uma ficha por perfil presente retirada do conteúdo do próprio teste, as mesmas perguntas de discussão e, como opção, a lista «primeiro nome e perfil» (desmarcada por predefinição, logo ausente da impressão).
- Um botão para repetir o mesmo teste com outra turma, sem recomeçar do zero.
- Um modo «Sessão em direto», opcional: os alunos esperam numa sala de espera e o professor inicia o teste quando a turma estiver completa.
Também pode fazer o teste, e o seu resultado conta para a grelha.
O que a Profilia não faz: não há exportação para folha de cálculo, nem resultados enviados aos encarregados de educação, nem nota. A restituição faz-se sobre a grelha projetada ou sobre o relatório impresso, com o professor como intérprete.
Ler a grelha da turma
Uma grelha de animais totens não diz o que uma turma vale nem o que os alunos sabem fazer: mostra que imagem cada um obteve nesse dia. Cada leitura abaixo é, portanto, uma hipótese a colocar à turma, não uma constatação.
Um animal domina. Muitos alunos reconheceram-se na mesma figura. Uma pergunta útil: o que encontraram estes alunos em comum nessa figura, e os que têm outro animal veem lá a mesma coisa?
Dois animais partilham a sala. Duas imagens convivem na turma. Quando prepara um projeto comum, o que diria cada lado sobre a maneira de o fazer?
Um animal é pouco representado. Quem o obteve talvez seja o único a ver-se assim. Pode perguntar-se, a quem o desejar, o que esta imagem lhe evoca, sem apontar ninguém.
Um animal está ausente. É banal: com doze animais possíveis, uma turma de vinte e cinco deixa na maior parte das vezes um ou dois de lado. Em vez de procurar aí um sentido, pergunte que imagem falta à turma, e porquê.
Uma grelha muito variada, com quase todos os animais presentes, é muitas vezes a mais rica: como é que uma turma tão diferente decide o que faz em conjunto?
Para cada animal presente, a grelha acompanha-se de perguntas tiradas do teste. São pistas para discutir com os alunos que se reveem nelas, não uma forma de adivinhar o totem de um colega.
Guião para uma aula de 50 minutos
Uma grelha sem restituição continua a ser mais uma imagem. Aqui fica um guião que cabe numa aula de 50 minutos.
Minutos 0 a 5, o enquadramento. Anuncie a regra: doze animais, nenhuma resposta certa, não se comenta o resultado dos outros antes do fim. Diga que o primeiro nome é facultativo e que uma alcunha serve. Projete o código QR.
Minutos 5 a 18, a passagem do teste e a leitura a solo. Cada aluno responde por sua conta e lê depois, em silêncio, a sua própria página de resultado. Deixe o silêncio instalar-se, não preencha o vazio. Peça-lhe que retenha uma frase que se parece consigo e uma que não se parece: discordar do resultado é permitido, e útil de dizer.
Minutos 18 a 28, a revelação. Projete a grelha e pergunte primeiro o que os alunos ali veem, antes de qualquer interpretação. Comece pelo animal mais representado, depois pelos menos representados, convidando quem o desejar a dizer o que o seu lhe evoca.
Minutos 28 a 45, a discussão. Bastam três perguntas, por esta ordem:
- «Quem se reconhece no seu animal, e em que exatamente?» Começa-se pela concordância, é o mais fácil de dizer.
- «Quem não se reconhece de todo?» O desacordo é tão interessante como o acordo, e autorizá-lo explicitamente evita que o teste seja levado demasiado a sério.
- «Se a turma tivesse de escolher um animal para a representar hoje, qual escolheria, e porquê?» Esta pergunta desloca a conversa do indivíduo para o coletivo.
Se a turma for numerosa, faça as três perguntas em subgrupos de quatro durante dez minutos, depois uma devolução de uma frase por subgrupo. Uma ronda de comentários a trinta alunos não funciona.
Minutos 45 a 50, um compromisso. Um único gesto concreto, escolhido pela turma: por exemplo, no próximo trabalho de grupo, prever um momento em que cada um diz como gosta de abordar o trabalho antes de o grupo começar. Voltam a falar disso no fim do projeto.
A evitar: dizer em voz alta que aluno é que animal se o próprio não o disse, formar os grupos de trabalho segundo os totens, classificar os animais ou designar um como melhor, e usar a grelha para avaliar, dar nota ou orientar. Os primeiros nomes que vê no seu ecrã não têm de ser lidos em voz alta. Não volte a um totem semanas mais tarde para explicar o comportamento de um aluno: o totem é uma porta de entrada, não um rótulo.
Quando utilizar
No início do ano letivo, com uma turma que ainda se está a conhecer. O totem dá um assunto de conversa que não é nem o trabalho nem o tempo que faz, e a grelha projetada faz falar muito mais do que uma ronda de apresentações.
Antes de um projeto de grupo, para dar aos alunos uma linguagem com imagens que permite dizer «não fazemos da mesma maneira» sem que isso soe a censura.
Num tempo de direção de turma ou numa aula de Cidadania e Desenvolvimento, com uma turma que funciona bem mas nunca fala de si própria. O formato lúdico faz passar uma discussão que de outra forma seria pesada.
À distância, se a turma acompanha a aula por videoconferência: a ligação única funciona tão bem como na sala, e a grelha que se vai preenchendo dá um ponto comum para olhar.
Anonimato, idade e dados
A grelha só aparece a partir de 3 participantes. Abaixo disso, diria demasiado sobre cada um.
O primeiro nome é facultativo. Se for indicado, só o anfitrião da sessão, ou seja, o professor, o vê, ao lado do perfil do aluno. Os alunos só veem a distribuição coletiva, sem nenhum nome. Uma alcunha também serve, e sem primeiro nome o resultado conta na mesma para a grelha. A nossa política de privacidade indica que a participação numa sessão de grupo está aberta a todas as idades e que, abaixo dos 13 anos, o nome se deixa em branco ou se substitui por um pseudónimo.
Não é criada nenhuma conta, nem para o professor nem para os alunos, e não é pedido nenhum endereço de email. As sessões e os eventuais nomes são eliminados ao fim de 30 dias, automaticamente. Não existe qualquer publicidade na Profilia, e os dados não são vendidos a ninguém.
O que o animal totem mede, e os seus limites
O teste do animal totem é um teste de inspiração simbólica, não um instrumento de medida nem um sistema de crenças: não é adivinhação, e as tradições que cita servem de imagem, não de crença a adotar. Associa preferências declaradas a doze figuras animais carregadas de imaginário: o lobo e a ligação ao grupo, o gato e a independência, a tartaruga e a paciência.
Não tem validade psicométrica estabelecida, e também não a reivindica. É um suporte de conversa e um prazer de leitura, não um diagnóstico. Preferimos dizê-lo com clareza: um teste que se apresenta como lúdico e que depois se comporta como um veredito seria desonesto.
Consequência prática: uma grelha de turma é um suporte de conversa, nunca um veredito. Não deve servir para avaliar, nem para orientar, nem para justificar uma decisão sobre um aluno.
Perguntas frequentes
O teste do animal totem na turma é mesmo gratuito? Sim, o teste do animal totem na turma na Profilia é totalmente gratuito, sem limite de sessões, sem versão paga e sem publicidade.
Os alunos têm de criar conta ou dar um endereço de email? Não. Nem o professor nem os alunos precisam de conta. Cria a sessão e projeta um código QR; cada aluno responde diretamente, sem registo nem endereço de email.
As respostas dos alunos são anónimas? Entre os alunos, sim: só veem a distribuição coletiva, nunca quem tem que perfil, e esta só aparece a partir de 3 participantes. Já o anfitrião da sessão, ou seja, o professor, vê o perfil de cada aluno ao lado do primeiro nome, se este tiver sido indicado. O nome é facultativo e uma alcunha basta.
Quantos alunos são precisos no mínimo e no máximo? São precisos 3 participantes no mínimo para que a grelha apareça, e uma sessão aceita até 300 pessoas, o que cobre tanto uma turma como um ano inteiro.
Durante quanto tempo são conservados os dados? Uma sessão de grupo e os seus resultados são eliminados automaticamente 30 dias após a criação, nomes incluídos.
Pode aplicar-se o teste a alunos com menos de 13 anos? A participação numa sessão de grupo está aberta a todas as idades, porque não pede nem email nem identidade. Abaixo dos 13 anos, o nome deixa-se em branco ou substitui-se por um pseudónimo. O nosso questionário não foi validado junto de alunos nem na sua versão em português europeu: apresente-o como um conjunto de perguntas para conversar, não como uma medida.
Quanto tempo dura a atividade na aula? Conte uma aula de 50 minutos: cerca de quinze minutos para a passagem do teste e a leitura a solo, depois uma trintena de minutos de revelação e de discussão coletiva. O guião acima cabe nesses 50 minutos.