A Profilia permite aplicar o teste dos 4 temperamentos a uma turma inteira, gratuitamente e sem registo, nem para o professor nem para os alunos. Abre uma sessão com um clique, projeta o código QR no quadro e cada aluno responde a partir do aparelho que a escola autoriza: telemóvel, tablet ou computador da sala de informática. Vê a distribuição dos temperamentos sanguíneo, colérico, melancólico e fleumático da turma a construir-se em direto. O primeiro nome é facultativo, a grelha só aparece a partir de 3 participantes e tudo é eliminado ao fim de 30 dias.
Como funciona
1. Abre a sessão antes da aula. Um clique na página do teste, sem qualquer formulário. Chega diretamente ao ecrã da sessão, com a ligação e o código QR. Não é preciso criar conta, nem para si nem para os alunos, e não tem de pedir o email a ninguém.
2. Os alunos respondem em conjunto. Projete o código QR ou escreva a ligação no quadro, ou coloque-a na plataforma digital da turma. Para que todos comecem ao mesmo tempo, assinale «Sessão em direto» ao criar a sessão: os alunos esperam numa sala de espera e o professor inicia o teste quando a turma estiver pronta. Sem esta opção, a sessão fica aberta de imediato e cada um pode responder ao seu ritmo, na aula ou em casa.
3. Projeta a grelha. Atualiza-se sozinha à medida que as respostas chegam, e projeta-se tal como está. Não tem de reiniciar nem de recarregar nada.
O que cada aluno recebe
Cada aluno faz o teste dos 4 temperamentos por inteiro, exatamente como se o fizesse sozinho, e chega à mesma página de resultado completa: a descrição detalhada do seu perfil, sem conta para criar e sem endereço de email para deixar. Pode descarregar uma versão em PDF, gerada no próprio navegador (nada é enviado nem guardado), ou guardar a imagem do seu resultado.
Vê depois a distribuição coletiva da turma, sem nenhum nome, com pistas para cada temperamento presente e perguntas para lançar a discussão. O primeiro nome, se o tiver indicado, só é visível para o professor.
O que o professor tem para a restituição
- A grelha da turma, que se atualiza sozinha e se projeta no quadro.
- Para cada temperamento presente na turma, pistas para discutir, como hipóteses.
- Até quatro perguntas para lançar a discussão, escolhidas de acordo com a composição real do grupo: um perfil maioritário, dois perfis empatados, um perfil pouco representado, um perfil ausente da sala.
- A lista «primeiro nome e perfil», visível só para si, para os alunos que indicaram um primeiro nome (os outros aparecem como «Anónimo»).
- Uma impressão da grelha em PDF a partir do navegador, sem os primeiros nomes, com a data.
- Um kit de dinamização de 60 a 90 minutos, aberto a partir da página da sua sessão, com o exercício «onde este perfil me descreveu mal». Foi escrito para um grupo de adultos; o guião mais abaixo reduz-o a uma aula.
- Um relatório para imprimir, reservado ao anfitrião da sessão, ou seja, a si: a distribuição, algumas frases que leem a composição do grupo como hipóteses a debater, uma ficha por perfil presente retirada do conteúdo do próprio teste, as mesmas perguntas de discussão e, como opção, a lista «primeiro nome e perfil» (desmarcada por predefinição, logo ausente da impressão).
- Um botão para repetir o mesmo teste com outra turma, sem recomeçar do zero.
Também pode fazer o teste, e o seu resultado conta para a grelha.
O que a Profilia não faz: não há exportação para folha de cálculo, nem resultados enviados aos encarregados de educação, nem nota. A restituição faz-se sobre a grelha projetada ou sobre o relatório impresso, com o professor como intérprete.
Ler a grelha da turma
Os quatro temperamentos descrevem a energia de uma pessoa: com que rapidez se acende, quanto tempo aguenta e o que a esgota. Uma grelha de turma não diz o que um grupo vale nem o que os alunos sabem fazer: mostra como cada um descreveu a sua energia nesse dia. Cada leitura abaixo é, portanto, uma hipótese a colocar à turma, não uma constatação.
Uma grelha muito sanguínea. Muitos alunos descreveram-se como prontos para o entusiasmo e para as ideias. Uma pergunta útil: os assuntos que abrimos na aula, como e quando os fechamos?
Uma grelha muito colérica. Muitos descreveram-se como diretos e virados para o resultado. Pode perguntar-se se é fácil contradizer na turma, e como se garante que cada um pôde dar a sua opinião antes de se decidir.
Uma grelha sem melancólicos. Ninguém se descreveu em primeiro lugar pela atenção ao detalhe, um traço do perfil a que o teste chama melancólico (um nome herdado da teoria antiga, não um diagnóstico de tristeza). Isso não quer dizer que ninguém a pratique: a grelha só retém o temperamento mais marcado de cada um. A pergunta a fazer: num trabalho a vários, quem revê, e como?
Uma grelha muito fleumática. Muitos descreveram-se como calmos e resistentes. Uma pergunta útil: as dificuldades chegam a ser ditas com facilidade, ou cada um guarda-as para si? A calma que a grelha mostra pode ter vários sentidos, e só a turma pode dizer qual.
Uma grelha onde colérico e fleumático são ambos frequentes. Duas formas de se descrever convivem, uma mais viva, a outra mais ponderada. Quando a turma tem de decidir depressa, por exemplo antes de uma entrega, como é que o faz hoje?
Uma grelha muito homogénea, seja qual for o temperamento dominante, é muitas vezes a mais interessante de discutir. Uma pergunta útil: o que é que um aluno com outra energia notaria na nossa forma de trabalhar?
A grelha propõe também, para cada temperamento presente, pistas tiradas do teste, como hipóteses. São pistas para discutir com os alunos que se reveem nelas, não uma forma de adivinhar o temperamento de um colega.
Guião para uma aula de 50 minutos
Um resultado de turma sem restituição continua a ser mais uma imagem. Aqui fica um guião que cabe numa aula de 50 minutos.
Minutos 0 a 5, o enquadramento. Anuncie o objetivo: arranjar palavras para falar da forma como cada um trabalha, não arrumar ninguém numa caixa. Diga que o teste é um apoio à conversa e não um veredito, que o primeiro nome é facultativo e que uma alcunha serve. Projete o código QR.
Minutos 5 a 18, a passagem do teste e a leitura a solo. Cada aluno responde por sua conta e lê depois, em silêncio, a sua própria página de resultado. Peça-lhe que retenha uma frase que se parece consigo e uma que não se parece: discordar do resultado é permitido, e útil de dizer.
Minutos 18 a 30, a grelha. Projete-a e pergunte primeiro o que os alunos ali veem, antes de qualquer interpretação. Coloque depois uma ou duas das perguntas da secção anterior, como hipóteses a verificar em conjunto: temperamento dominante, temperamento ausente, temperamentos frequentes ao mesmo tempo.
Minutos 30 a 45, a discussão. Retome as perguntas propostas sob a grelha. Acrescente esta: «Em que situação recente da turma reparámos que funcionamos de maneiras diferentes, e o que pensámos disso?» Se o tempo o permitir, proponha um trabalho em pequenos grupos de três ou quatro sobre uma situação real da turma (um projeto, uma apresentação oral a preparar): o que foi fácil, o que encravou, e que palavras dos temperamentos ajudam a dizê-lo sem apontar ninguém?
Minutos 45 a 50, um compromisso. Um único gesto concreto, escolhido pela turma: por exemplo, no próximo trabalho de grupo, prever um momento para ganhar distância ou rever um detalhe antes de entregar. Voltam a falar disso no fim do projeto.
A evitar: dizer em voz alta que aluno tem que temperamento se o próprio não o disse, fechar alguém no seu temperamento («és colérico»), formar os grupos de trabalho segundo os perfis, e usar a grelha para avaliar, dar nota ou orientar. Os primeiros nomes que vê no seu ecrã não têm de ser lidos em voz alta.
Quando utilizar
No início do ano letivo, com uma turma que ainda se está a conhecer, como ponto de partida de uma conversa sobre a forma de trabalhar em conjunto. A grelha projetada faz falar muito mais do que uma ronda de apresentações.
Antes de um projeto de grupo, para dar aos alunos um vocabulário neutro que permite dizer «não funcionamos ao mesmo ritmo» sem que isso soe a censura.
Num tempo de direção de turma ou numa aula de Cidadania e Desenvolvimento, quando as tensões incidem sobre ritmos e não sobre factos.
Anonimato, idade e dados
A grelha só aparece a partir de 3 participantes. Abaixo disso, uma distribuição diria demasiado sobre cada um: num grupo de dois, uma distribuição identifica toda a gente.
O primeiro nome é facultativo. Se for indicado, só o anfitrião da sessão, ou seja, o professor, o vê, ao lado do perfil do aluno. Os alunos só veem a distribuição coletiva, sem nenhum nome. Uma alcunha também serve, e sem primeiro nome o resultado conta na mesma para a grelha. A nossa política de privacidade indica que a participação numa sessão de grupo está aberta a todas as idades e que, abaixo dos 13 anos, o nome se deixa em branco ou se substitui por um pseudónimo.
Não é criada nenhuma conta, nem para o professor nem para os alunos, e não é pedido nenhum endereço de email. As sessões e os eventuais nomes são eliminados ao fim de 30 dias, automaticamente. Não existe qualquer publicidade na Profilia, e os dados não são vendidos a ninguém.
O que os temperamentos medem, e os seus limites
O modelo dos quatro temperamentos descreve tendências de energia e de reatividade tal como cada um as declara. É útil para nos falarmos, e é aí que termina o seu domínio de validade.
Este teste não é um instrumento psicométrico validado, e a sua origem é antiga: remonta à teoria dos humores de Hipócrates, cuja fisiologia está errada. O que sobreviveu foi uma tipologia descritiva, não uma teoria médica. «Melancólico» é aqui o nome herdado de um perfil, não um diagnóstico de tristeza nem de depressão: o perfil do teste descreve um espírito analítico e exigente, sensível, por vezes dado a ruminar. A história completa está no nosso artigo sobre os temperamentos de Hipócrates.
Consequência prática: uma grelha de turma é um suporte de conversa, nunca um veredito. Cada pessoa é uma mistura das quatro, não há perfil bom nem mau, e a grelha não deve servir para avaliar, nem para orientar, nem para justificar uma decisão sobre um aluno. Os resultados variam consoante o contexto e o momento.
Para a parte mais útil no dia a dia, o guia temperamentos e gestão do stress vai mais longe sobre o que esgota cada perfil e sobre o que o volta a pôr em marcha.
Perguntas frequentes
O teste dos temperamentos na turma é mesmo gratuito? Sim, o teste dos 4 temperamentos na turma na Profilia é totalmente gratuito, sem limite de sessões, sem versão paga e sem publicidade. Não existe nem período experimental limitado nem funcionalidade reservada.
Os alunos têm de criar conta ou dar um endereço de email? Não. Nem o professor nem os alunos precisam de conta. Cria a sessão e projeta um código QR; cada aluno responde diretamente, sem registo nem endereço de email.
As respostas dos alunos são anónimas? Entre os alunos, sim: só veem a distribuição coletiva, nunca quem tem que perfil, e esta só aparece a partir de 3 participantes. Já o anfitrião da sessão, ou seja, o professor, vê o perfil de cada aluno ao lado do primeiro nome, se este tiver sido indicado. O nome é facultativo e uma alcunha basta.
Quantos alunos são precisos no mínimo e no máximo? São precisos 3 participantes no mínimo para que a grelha apareça, e uma sessão aceita até 300 pessoas, o que cobre tanto um pequeno grupo como um anfiteatro inteiro.
Durante quanto tempo são conservados os dados? Uma sessão de grupo e os seus resultados são eliminados automaticamente 30 dias após a criação, nomes incluídos. Nada é conservado para além disso.
Pode aplicar-se o teste a alunos com menos de 13 anos? A participação numa sessão de grupo está aberta a todas as idades, porque não pede nem email nem identidade. Abaixo dos 13 anos, o nome deixa-se em branco ou substitui-se por um pseudónimo. O nosso questionário não foi validado junto de alunos nem na sua versão em português europeu: apresente-o como um conjunto de perguntas para conversar, não como uma medida.
Qual é a diferença em relação ao teste DISC na turma? Os dois descrevem estilos de comportamento com quatro perfis, mas não o mesmo ângulo: o DISC olha sobretudo para a forma de decidir e comunicar no trabalho, os temperamentos olham para a energia e a reatividade, inclusive fora do contexto profissional. A aproximação entre os dois modelos é detalhada no nosso artigo temperamentos e DISC.
O teste dos temperamentos é cientificamente validado? Não. O nosso teste dos quatro temperamentos não tem validação psicométrica publicada, e não encontrámos nenhum estudo independente que o tenha avaliado. Continua a ser útil como suporte de discussão sobre os ritmos e as necessidades de cada um.