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Quatro Tendências

Conduzir uma devolutiva das 4 Tendências em 60 a 90 minutos

Um roteiro para transformar o painel em uma conversa de equipe, com o que dizer e o que é melhor evitar.

Este roteiro parte do painel do grupo: você abre uma sessão, cada pessoa responde pelo mesmo link e o painel se atualiza à medida que as respostas chegam.

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Grátis, sem cadastro, a partir de 3 participantes.

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O que são as 4 Tendências, e o que elas não são

As Quatro Tendências vêm da autora americana Gretchen Rubin (The Four Tendencies, 2017): uma tipologia de como as pessoas dizem responder às expectativas externas, as que os outros colocam sobre nós, e às expectativas internas, as que nós mesmos nos colocamos. É um modelo de autora. Até onde sabemos, nenhum estudo independente o examinou: o único artigo publicado que encontramos é um texto de posição coescrito por Rubin, que apresenta o questionário como ainda não testado em contexto médico (Kirk e colegas, 2017). Este teste é um teste independente inspirado nesse modelo, não o questionário de Rubin, e não é uma ferramenta de diagnóstico nem uma medida da personalidade.

Em uma oficina, esses quatro nomes podem servir de vocabulário comum para falar de expectativas: as que se colocam sobre o grupo, as que cada pessoa se coloca e o que acontece quando um pedido chega. As respostas descrevem como cada um diz reagir hoje, não o que realmente faz, e não sabemos em que medida isso muda conforme o contexto. É um apoio para a conversa, não uma medida da pessoa. Este questionário não tem grupo de referência e não fizemos nenhum estudo sobre a estabilidade dos resultados (teste-reteste).

O que este questionário não permite

  • dizer como uma pessoa ou a equipe vai se sair;
  • montar equipes ou atribuir papéis de acordo com os perfis;
  • comparar duas pessoas em um mesmo eixo: as respostas são de escolha forçada e de total fixo, então os quatro escores de cada um são lidos entre si, nunca diante dos de outra pessoa;
  • avaliar, recrutar ou justificar uma decisão sobre alguém;
  • ler uma tendência como um traço de caráter, uma qualidade ou um defeito: ela descreve um jeito declarado de responder às expectativas, em um contexto dado, e segundo Rubin cada uma tem suas vantagens.

O roteiro

  1. Minutos 0 a 10, o enquadramento.

    Anunciar o objetivo: conversar melhor sobre as expectativas que colocamos uns sobre os outros, não se classificar. Dizer que as tendências são um apoio para a conversa sobre jeitos declarados de reagir, que o nome é opcional e que ninguém vai precisar anunciar a própria. Compartilhar o link ou o QR code.

  2. Minutos 10 a 25, o teste e a leitura individual.

    Cada um responde por conta própria, depois lê a página de resultado em silêncio e anota uma frase que combina com ele e uma que não combina.

  3. Minutos 25 a 40, o painel.

    Projetar a grade e perguntar primeiro o que as pessoas veem nela, antes de qualquer interpretação. Depois, ler a composição em forma de perguntas sobre os pedidos do grupo: uma tendência frequente, uma tendência pouco representada, várias tendências presentes ao mesmo tempo. Cada leitura é uma hipótese que o grupo confirma ou descarta. A grade guarda só a tendência que vem em primeiro para cada pessoa: quem tem duas tendências próximas ou empatadas cai em uma única casa, e uma casa vazia só quer dizer que ninguém a tem em primeiro. Não se sabe em que medida a mesma pessoa responderia de outro jeito conforme o contexto (trabalho, família, esporte): a grade só mostra o que foi respondido naquele dia. Uma grade homogênea pode vir em parte da forma como o grupo foi formado.

  4. Minutos 40 a 55, a conversa.

    Fazer o exercício "onde este perfil me descreveu mal", mais abaixo, e depois fazer esta pergunta: "Em qual situação recente nosso jeito de trabalhar ajudou a gente, e em qual atrapalhou?"

  5. Minutos 55 a 60, o compromisso.

    O grupo escolhe um único gesto concreto para o mês, a partir do que foi dito, não dos nomes das tendências: por exemplo, dizer o motivo de um pedido ao fazê-lo, ou explicar em voz alta o que se espera e para quando. É uma prática do grupo, nunca um jeito de se dirigir a uma pessoa de acordo com a tendência dela. Quem vai levar o gesto adiante se oferece: a grade não designa ninguém.

  6. Variante de 90 minutos.

    Entre o minuto 40 e o 70, trabalhar em subgrupos de três ou quatro sobre um pedido ou uma regra recente do grupo: foi entendido do mesmo jeito por todos, e o que o deixou claro ou confuso? Cada subgrupo resume em uma frase e depois reservam-se vinte minutos para o compromisso.

O exercício "onde este perfil me descreveu mal"

Cada um relê a própria descrição e marca duas frases: a que menos o descreve e a que poderia descrever quase qualquer pessoa. As segundas são compartilhadas, sem dizer de qual perfil vêm.

É o efeito Barnum, descrito por Bertram Forer em 1949: uma descrição geral o bastante parece pessoal para a maioria das pessoas. Percebê-lo juntos lembra que o resultado é um ponto de partida, e torna legítimo não se reconhecer nele.

Por que partir de uma situação real

Uma meta-análise sobre debriefings (Tannenbaum e Cerasoli, 2013) associa revisar juntos um episódio de trabalho específico a um desempenho melhor depois, sobretudo em estudos de simulação (médica e militar). Ela não trata das 4 Tendências nem de nenhuma ferramenta de perfil: por isso uma pergunta do roteiro parte de uma situação real e recente, e este roteiro não promete nenhum efeito sobre a equipe.

O que evitar durante a sessão

  • adivinhar ou anunciar em voz alta a tendência de um colega que não a compartilhou, ou prender alguém na sua ("você é Rebelde, então não escuta ninguém");
  • ler para o grupo os nomes da lista reservada a quem conduz;
  • comentar uma dupla de pessoas nomeadas, ou comparar dois membros em uma mesma tendência;
  • atribuir a uma pessoa uma tarefa, um papel ou um jeito de lhe pedir as coisas de acordo com a tendência: isso se decide com o grupo, não no lugar das pessoas;
  • tirar do painel um julgamento sobre o que a equipe vale ou vai conseguir.

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