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Teste Big Five Identidade

Extroversão

"Tudo sempre começa com uma conversa."

Sociável Expressivo Enérgico Espontâneo Envolvente
Os cinco fatores
🔭 Abertura
📐 Conscienciosidade
🎤 Extroversão
🤝 Amabilidade
🧘 Estabilidade Emocional

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Descrição aprofundada

A extroversão mede a orientação para o mundo exterior

o gosto pelo contato, a expressividade, o nível de atividade, a busca por estímulo. É o fator mais visível dos cinco, aquele que as pessoas ao seu redor percebem mais rápido, e também o que sofre mais mal-entendidos.

O primeiro mal-entendido é confundir extroversão com confiança em si mesmo. São duas coisas independentes: dá para ser muito extrovertido e pouco seguro de si, ou muito introvertido e perfeitamente confiante. O segundo mal-entendido é igualar introversão a timidez. A timidez é um receio do olhar dos outros; a introversão é simplesmente uma preferência por ambientes menos estimulantes.

Muitas vezes se lê esse fator como uma questão de energia

o contato recarregaria os extrovertidos e esgotaria os introvertidos. Os estudos que acompanham as pessoas no dia a dia não confirmam isso: quase todo mundo se sente melhor nos momentos em que age de forma extrovertida, introvertidos incluídos (Fleeson, Malanos e Achille, 2002). Outro estudo de acompanhamento observa, sim, um cansaço algumas horas depois dos momentos muito sociais, sem diferença detectada segundo o escore entre seus 48 participantes (Leikas e Ilmarinen, 2017): a ideia de que o contato esgota sobretudo os introvertidos não é sustentada por esses estudos. O que distingue um escore alto é antes o gosto pelo contato e a frequência com que se busca por ele. Nenhum dos dois polos é uma vantagem: eles funcionam bem em contextos diferentes.

Como os outros fatores, a extroversão não diz muita coisa sozinha. Cruzada com a amabilidade, ela distingue quem reúne de quem simplesmente ocupa todo o espaço disponível.

Forças

  1. 01 Você tende a criar vínculo rápido, e com muita gente
  2. 02 Você costuma ousar falar quando ninguém mais fala
  3. 03 Você tende a arrastar um grupo sem precisar decidir isso
  4. 04 Você costuma pensar melhor conversando com alguém do que sozinho
  5. 05 Você tende a ir buscar as informações onde elas estão

Sombra

  1. 01 Você pode ocupar o espaço a ponto de os outros ficarem calados
  2. 02 Você tende a buscar contato assim que a calmaria se prolonga
  3. 03 Você às vezes decide rápido demais, levado pelo impulso do momento
  4. 04 Você pode aceitar mais convites do que sua agenda comporta
  5. 05 Sua necessidade de reação pode te deixar dependente do olhar dos outros

Forças em detalhe

Sua primeira força é a rede. Você tende a criar conexões rápido, com muita gente, e sem que isso te custe. Essa rede vira um ativo real: a informação circula até você porque você está em contato.

Sua segunda força é a iniciativa social. Você costuma ser quem toma a palavra quando o silêncio se instala, quem propõe quando ninguém propõe. Muitas coisas nunca teriam acontecido se alguém não tivesse falado primeiro.

Sua terceira força é o arrastamento. Sua energia tende a ser contagiante, e pode colocar um grupo em movimento sem que você precise de autoridade formal. É uma alavanca poderosa, e funciona tanto no sentido bom quanto no ruim.

Nas relações

Na amizade, você costuma ser o ponto de encontro do grupo: quem organiza, quem reativa, quem junta pessoas que não teriam se cruzado. Esse lugar é agradável e cansa, porque recai inteiramente sobre você.

No relacionamento, você costuma precisar compartilhar em voz alta para entender o que pensa. Um parceiro mais introvertido pode viver isso como um pedido constante de atenção, quando na verdade é o seu jeito de refletir. Dizer isso uma vez evita anos de mal-entendido.

Na família, sua presença tende a ocupar espaço. É acolhedor e pode sufocar, especialmente as crianças ou os parentes mais reservados, que se acostumam a não precisar falar já que você preenche o silêncio.

No trabalho

Você está no seu melhor em tudo que supõe contato

negociar, apresentar, animar, vender, coordenar, buscar uma informação onde ela está em vez de esperar que ela chegue.

Você está no seu pior no trabalho longo, solitário e silencioso. O problema não é a dificuldade da tarefa, é que o isolamento te priva do que te motiva: a troca, a reação, o ritmo de um grupo.

Um ajuste simples muda muita coisa

separe as tarefas solitárias em blocos curtos, separados por contato real. Você obtém o mesmo trabalho com menos cansaço.

Em reunião, imponha-se falar por último uma vez a cada duas. As opiniões mais discretas têm então tempo de aparecer.

Sob estresse

Sob estresse moderado, você tende a acelerar. Fala mais, propõe mais, se movimenta mais. A agitação dá a impressão de tratar o problema quando na verdade o contorna.

Sob estresse intenso, a necessidade de contato pode virar uma busca por segurança: multiplicar opiniões, contar a situação para muita gente, buscar fora uma segurança que só pode vir de uma decisão.

Para se recuperar, o contato escolhido tende a te ajudar mais do que a solidão: uma conversa com a pessoa certa pode te recolocar de pé mais rápido do que um dia de calmaria.

Dicas de desenvolvimento

Fale por último a cada duas reuniões. Você vai descobrir opiniões que a sua fala fazia desaparecer.

Quando uma decisão te empolga, deixe passar uma noite antes de anunciá-la. Se ela se sustenta ao acordar, era boa.

Identifique as pessoas que ficam caladas na sua presença e faça uma pergunta direta a elas. O silêncio em um grupo quase nunca é concordância.

Separe o trabalho solitário em blocos curtos intercalados com contato, em vez de tentar sustentar longos períodos sozinho.

Verifique de onde vem sua necessidade de retorno. Se ela vem de uma preocupação em vez de um gosto pelo contato, olhe seu escore de estabilidade emocional.

Compatibilidade

A extroversão ganha um sentido muito diferente dependendo dos outros fatores do seu perfil.

Com uma amabilidade alta, você reúne. Sua energia serve ao grupo, você inclui, faz as pessoas falarem.

Com uma amabilidade baixa, a mesma energia vira uma força de afirmação. Você convence, assume a liderança, decide. É eficaz em negociação, e é o que dá a impressão de esmagar quando não é essa a intenção.

Com uma abertura alta, suas ideias circulam e se testam no contato. Você pensa falando, o que acelera muito o refinamento de uma ideia, desde que aceite abandonar algumas pelo caminho.

Com uma conscienciosidade alta, sua energia social se torna organizadora em vez de dispersa: você conduz rumo a um objetivo, em vez de simplesmente conduzir.

Com uma estabilidade emocional baixa, a busca por contato pode virar necessidade de segurança. A diferença entre as duas é interior e pouco visível de fora, o que a torna difícil de corrigir sozinho.

Sombra

Seu primeiro ponto cego é a ocupação do espaço. Quando você fala muito, os outros falam menos, e você pode concluir de um silêncio que não havia nada a dizer. Em um grupo, esse mecanismo faz desaparecer as opiniões mais úteis.

Seu segundo ponto cego é a velocidade de decisão. O embalo de uma conversa te leva a uma conclusão antes de a reflexão terminar. Não é precipitação no sentido de fazer malfeito, é que o movimento parece progresso para você.

Seu terceiro ponto cego é a dependência do retorno. Você tende a buscar a reação dos outros, e a ausência dela pode te desestabilizar. Isso pode te deixar sensível à aprovação, inclusive a de pessoas cuja opinião não deveria pesar.

FAQ

Extroversão e confiança em si mesmo são a mesma coisa?
Não, são duas dimensões independentes. Dá para ser muito extrovertido e pouco seguro de si, ou muito introvertido e perfeitamente confiante. A extroversão descreve a orientação para o mundo exterior e o gosto pelo contato, não a estima que você tem por si mesmo.
Um escore baixo significa que sou tímido?
Não. A timidez é um receio do olhar dos outros, a introversão é uma preferência por ambientes menos estimulantes. Muitas pessoas introvertidas estão perfeitamente à vontade em sociedade: simplesmente, elas tendem a buscar o contato com menos frequência.
É possível ficar mais extrovertido?
É possível desenvolver habilidades sociais, o que é diferente do traço em si. Falar em público ou animar um grupo se aprende, independentemente do seu escore. O traço muda mais devagar do que as habilidades, mas não é fixo: pessoas que se propõem a ficar mais extrovertidas relatam aumentos modestos em dezesseis semanas (Hudson e Fraley, 2015). Já o cansaço depois de um dia inteiro de contato não é exclusivo dos introvertidos: um estudo de acompanhamento diário o observa algumas horas depois, sem diferença detectada segundo o escore (Leikas e Ilmarinen, 2017).

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