Teste Big Five · Identidade
Extroversão
"Tudo sempre começa com uma conversa."
Descrição aprofundada
A extroversão mede a orientação para o mundo exterior
o gosto pelo contato, a expressividade, o nível de atividade, a busca por estímulo. É o fator mais visível dos cinco, aquele que as pessoas ao seu redor percebem mais rápido, e também o que sofre mais mal-entendidos.
O primeiro mal-entendido é confundir extroversão com confiança em si mesmo. São duas coisas independentes: dá para ser muito extrovertido e pouco seguro de si, ou muito introvertido e perfeitamente confiante. O segundo mal-entendido é igualar introversão a timidez. A timidez é um receio do olhar dos outros; a introversão é simplesmente uma preferência por ambientes menos estimulantes.
A distinção que realmente importa é a da fonte de energia. Um escore alto significa que o contato te recarrega, um escore baixo que ele te consome. Nenhum dos dois é uma vantagem: são duas economias diferentes, que funcionam bem em contextos diferentes.
Como os outros fatores, a extroversão não diz muita coisa sozinha. Cruzada com a amabilidade, ela distingue quem reúne de quem simplesmente ocupa todo o espaço disponível.
Forças
- 01 Você cria vínculo rápido, e com muita gente
- 02 Você ousa falar quando ninguém mais fala
- 03 Você arrasta um grupo sem precisar decidir isso
- 04 Você pensa melhor conversando com alguém do que sozinho
- 05 Você vai buscar as informações onde elas estão
Sombra
- 01 Você pode ocupar o espaço a ponto de os outros ficarem calados
- 02 O silêncio prolongado te esvazia mais do que te descansa
- 03 Você às vezes decide rápido demais, levado pelo impulso do momento
- 04 Você pode ter dificuldade de ficar sozinho com um assunto difícil
- 05 Sua necessidade de reação pode te deixar dependente do olhar dos outros
Forças em detalhe
Sua primeira força é a criação de vínculos. Você cria conexões rápido, com muita gente, e sem que isso te custe. Essa rede vira um ativo real: a informação circula até você porque você está em contato.
Sua segunda força é a iniciativa social. Você toma a palavra quando o silêncio se instala, propõe quando ninguém propõe. Muitas coisas nunca teriam acontecido se alguém não tivesse falado primeiro.
Sua terceira força é o arrastamento. Sua energia é contagiante e coloca um grupo em movimento sem que você precise de autoridade formal. É uma alavanca poderosa, e funciona tanto no sentido bom quanto no ruim.
Nas relações
Na amizade, você costuma ser o ponto de encontro do grupo: quem organiza, quem reativa, quem junta pessoas que não teriam se cruzado. Esse lugar é agradável e cansa, porque recai inteiramente sobre você.
No relacionamento, você precisa compartilhar em voz alta para entender o que pensa. Um parceiro mais introvertido pode viver isso como um pedido constante de atenção, quando na verdade é o seu jeito de refletir. Dizer isso uma vez evita anos de mal-entendido.
Na família, sua presença ocupa espaço. É acolhedor e pode sufocar, especialmente as crianças ou os parentes mais reservados, que se acostumam a não precisar falar já que você preenche o silêncio.
No trabalho
Você está no seu melhor em tudo que supõe contato
negociar, apresentar, animar, vender, coordenar, buscar uma informação onde ela está em vez de esperar que ela chegue.
Você está no seu pior no trabalho longo, solitário e silencioso. O problema não é a dificuldade da tarefa, é que o isolamento te esvazia, e uma vez vazio você produz mal, seja qual for sua competência.
Um ajuste simples muda muita coisa
separe as tarefas solitárias em blocos curtos, separados por contato real. Você obtém o mesmo trabalho com muito menos cansaço.
Em reunião, imponha-se falar por último uma vez a cada duas. É o gesto único que mais melhora a qualidade coletiva das decisões quando um extrovertido está na sala.
Sob estresse
Sob estresse moderado, você acelera. Fala mais, propõe mais, se movimenta mais. A agitação dá a impressão de tratar o problema quando na verdade o contorna.
Sob estresse intenso, a necessidade de contato pode virar uma busca por segurança: multiplicar opiniões, contar a situação para muita gente, buscar fora uma segurança que só pode vir de uma decisão.
Para se recuperar, você precisa de contato escolhido, não de solidão. Vão te aconselhar a descansar sozinho: para você, raramente é isso que funciona. Uma conversa com a pessoa certa te recoloca de pé mais rápido do que um dia de calmaria.
Dicas de desenvolvimento
Fale por último a cada duas reuniões. Você vai descobrir opiniões que a sua fala fazia desaparecer.
Quando uma decisão te empolga, deixe passar uma noite antes de anunciá-la. Se ela se sustenta ao acordar, era boa.
Identifique as pessoas que ficam caladas na sua presença e faça uma pergunta direta a elas. O silêncio em um grupo quase nunca é concordância.
Separe o trabalho solitário em blocos curtos intercalados com contato, em vez de tentar sustentar longos períodos sozinho.
Verifique de onde vem sua necessidade de retorno. Se ela vem de uma preocupação em vez de um gosto pelo contato, olhe seu escore de estabilidade emocional.
Compatibilidade
A extroversão ganha um sentido muito diferente dependendo dos outros fatores do seu perfil.
Com uma amabilidade alta, você reúne. Sua energia serve ao grupo, você inclui, faz as pessoas falarem. É a combinação que produz os melhores animadores e os melhores mediadores.
Com uma amabilidade baixa, a mesma energia vira uma força de afirmação. Você convence, assume a liderança, decide. É eficaz em negociação, e é o que dá a impressão de esmagar quando não é essa a intenção.
Com uma abertura alta, suas ideias circulam e se testam no contato. Você pensa falando, o que acelera muito o refinamento de uma ideia, desde que aceite abandonar algumas pelo caminho.
Com uma conscienciosidade alta, sua energia social se torna organizadora em vez de dispersa: você conduz rumo a um objetivo, em vez de simplesmente conduzir.
Com uma estabilidade emocional baixa, a busca por contato pode virar necessidade de segurança. A diferença entre as duas é interior e pouco visível de fora, o que a torna difícil de corrigir sozinho.
Sombra
Seu primeiro ponto cego é a ocupação do espaço. Você fala, então os outros falam menos, e você pode concluir de um silêncio que não havia nada a dizer. Em um grupo, esse mecanismo faz desaparecer as opiniões mais úteis.
Seu segundo ponto cego é a velocidade de decisão. O embalo de uma conversa te leva a uma conclusão antes de a reflexão terminar. Não é precipitação no sentido de fazer malfeito, é que o movimento parece progresso para você.
Seu terceiro ponto cego é a dependência do retorno. Sua energia vem de fora, então a ausência dela te esvazia. Isso pode te deixar mais sensível do que você imagina à aprovação, inclusive a de pessoas cuja opinião não deveria pesar.
FAQ
Extroversão e confiança em si mesmo são a mesma coisa?
Um escore baixo significa que sou tímido?
É possível ficar mais extrovertido?
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